Tráfico negreiro: o comércio de vidas humanas

negreiro

A história do negro no Brasil se inicia a partir do século XVI, trazido como imigrante forçado na condição de escravo, para uma mão de obra que constituiu a base das principais atividades econômicas desenvolvidas em todo o período colonial, a produção de açúcar e a mineração.

Os negros aprisionados em seu continente eram acorrentados e marcados com ferro em brasa para identificação. Eram, então, vendidos aos comerciantes de escravos.

Com o tráfico negreiro, milhões de africanos acabaram desterrados, arrancados da áfrica e escravizados. Da África para o Brasil, os negros eram transportados em porões de navios negreiros. O espaço era reduzido e o calor, quase insuportável; sem higiene e mal alimentados. Muitos morriam, calcula-se que entre 5% e 25% morriam durante a viagem.

Os traficantes reuniam negros de diferentes famílias, diferentes tribos e não se conheciam e não falavam a mesma língua, pois os portugueses temiam possíveis revoltas. Inicialmente, os escravos eram negociados em troca de armas, cavalos, sal e trigo. Posteriormente, passaram a ser trocados por fumo, em corda, aguardente e açúcar, mercadoria produzida na Bahia pelos próprios escravos. O trabalho escravo indiretamente financiava o tráfico negro.

Os responsáveis pelo tráfico negreiro trouxeram para o Brasil cerca de 4 milhões de africanos, entre 1531 e 1855. Devido, em grande parte, a essa migração compulsória, o Brasil tem atualmente uma das maiores populações de afrodescendentes do mundo.

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O tráfico negreiro foi legalmente extinto no Brasil em 1850, mas continuou como contrabando até 1855. Nesse período a importação de escravos  foi ainda mais elevada do que nos outros séculos, pois destinava-se a abastecer as lavouras de café.

Referência: Por COTRIM, Gilberto. Escravidão e resistência. Volume II In: História Global, 2010.

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